segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dicotomia

Perdido na dicotomia
Das minhas palavras
E preso ao maquineísmo
Intransigente dos meus pensamentos
Que com contento se faz
E com contento se prende
Eis que é chegada a hora
Agora?
Depois?
Quando?
Eu não sei
Só sei que será
Sim ou não
Assim
Então
Hoje ou amanhã
Porque ontem
Nada se faz
A não ser lamentar


Roldan Alencar

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pensamento tão claro

Luz do dia, pensamento obscuro
No escuro, pensamento tão claro
E eu aqui pensando em nós dois

Porque que, às vezes, a gente escolhe
Caminhos, às vezes, tão tortuosos
Será que um dia a gente vai acertar?

Mas prossigo ainda na solidão
A noite em claro e o dia na escuridão
Me limito a pensar, sem nada agir

Mas a chama ainda não se apagou
Ilumina aquilo que outrora
Eu só pensava, imaginava
E agora começa a insurgir

Transformando o escuro em clarão
Solidão em paixão
Meu inferno em céu

Roldan Alencar

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011


Somos

Dúvida e Certeza
Que temos
Ora pacificamente
Ora em guerra

Alego ter certeza do
Que penso e até
Propalo aos
Quatro ventos

Mas quando me
Deparo com elementos
De dissociação
Muitas vezes
Perco o controle

A dúvida cinge
A certeza
Deslocando-a intensamente
Agora não sei
O que realmente
Penso

No enredo
Romântico da
Percepção e da Constatação

Sou tão humano
E tão frágil
Quisera eu ser
Diferente
Mas a natureza subjaz

Resigno

Hoje sou Razão
E Certeza
Amanhã Emoção
E Dúvida

Roldan Alencar

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Única 

Cada dia
A mais eu saberia
Dizer
A diferença entre cada
Mínima palavra
Os gestos
Movimentos
E olhares
Não me deixam mentir
Tão esplêndido
Os momentos
Cativou-me
Ou será
Muito dizer que
Você sem saber
Ou sabendo
Cativou
E demonstrou
Este seu lado
Único
Na
Imensidão desse mundo
Cada pensamento
Ou sonho pertencem a ti

Roldan Alencar

terça-feira, 20 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Às vezes fazemos tudo que está ao nosso alcance; mas talvez jamais será o suficiente...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

''Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez.'' - Cecília Meireles
"Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."

Clarice Lispector