Um pouco
Um pouco chato.
Um pouco sem noção.
Um pouco doido.
Um pouco teimoso.
Um pouco bonito.
Um pouco feio.
Um pouco ansioso.
Um pouco inteligente.
Um pouco ignorante.
Um pouco amado.
Um pouco rejeitado.
Um pouco engraçado.
Um pouco sem graça.
Um pouco de tudo...Um pouco de nada...
sábado, 18 de junho de 2011
Libélula
A libélula
Atravessa os sete cantos
E desvenda os
Quatro elementos
Água Terra Fogo e Ar
Visita as flores
E os arcabouços
Assim descobre a tênue inspiração
Da Vida
E por isso
Vive numa alegria
Intensa
Sabe que nada deve a ninguém
Não morre de amores
Não trabalha para viver
E nem vive para comer
Vive para enfeitar o mundo
E para se deleitar
Do seu universo paralelo
E perfeito
Sobrevoa a imensidão
Que jamais enxerga por completo
Mas nem se importa
Porque vive
Submersa em seus sonhos
E nos sonhos
Somos o que
Queremos ser
Sem que nada
De fato deva ser
Roldan Alencar
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O tempo
O tempo, de sorte diferente de tudo o que é material, é intocável e inaderente. O vaivém não se deixa pegar, não se junta; fermento algum o faz crescer, peso ou freio qualquer o para. Veste-se de trajes inacusáveis, tecidos angelicais irrepreensíveis, pois nada nos prometeu. Feito bonde errante, nos conduz a seu bel-prazer. Quanto ao destino, só podemos palpitar e apostar as fichas do trabalho. Canoa desgovernada que é, só nos permiti umas braçadas. Seu leme faz diáspora da programação. Todos os que nele entram devem guardar as palavras. Da boca sair ‘vou’ e ‘quero’: pernície! ‘Espero’ e ‘aguardo’: comprimidos de saúde. Feito os impostos, o tempo nos açoita, ai dos devedores! À semelhança de dinheiro inacumulável, o tempo só permite ser gasto. O comércio fervilha e é, por demais, diversificado, há de se saber onde abrir as mãos. Indo contra as acepções, ele a todos remunera. Quantos não foram os que pensaram encher os bolsos dessa grana, mas a inflação é tamanha que a cédula nada mais vale quando dobrada. Ele não tem dono, passa na fresta, no vão e resvala, ninguém, ninguém o contém. Duma coisa estou certo: ele tem algo de canhoto, pois não age direito. Podia eu ter gasto melhor aquelas moedas temporais? De modo algum! Criança num parquinho... nossa alegria se esbaldou... não havia lembrança nossa, menos ainda projeção. Não tentamos desenhar o destino, só deixamos no chão, os rabiscos do presente...
Roldan Alencar
Reminiscências alegres e vindouras de outro tempo e ei de vivê-las ainda...
Roldan Alencar
Reminiscências alegres e vindouras de outro tempo e ei de vivê-las ainda...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Ainda
O sino bate
As ondas vibram
E reverberam
Em minh'alma
Num solavanco
Acordo
A luz bate
Contra a janela
Minhas pupilas
Se contraem
Saio do quarto
E vejo que ainda
Não encontrei o que
Procurava
Busco em objetos
Acontecimentos
No labirinto da mente
Nas ruas
E embaixo da cama
Experimento
Outros sabores
De outros
Lábios
Sinto o abraço
De outros braços
E escuto os sons
De outras cordas
E o calafrio
Que sinto
Nem na brasa do ferreiro
Quer se esquentar
A luz repousa
Minhas pupilas se dilatam
Deito em minha cama
E decido encerrar minha
Busca
Esqueço
Que nada do que procuro
Está além
Da vontade esquiva
E tortuosa
Do meu desejo reprimido
E esfalecido
Que um dia Vivi
E por vontade própria
Quis me abster
Roldan Alencar, 15 de junho de 2011. Campo Grande-MS
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Já dizia...
Não fazer uma escolha
Uma escolha
Exigir
Perfeição
Num mundo tão imperfeito
Pantomima transcendental!
Um tempo em que todos os males
Circuncidam
Disformes
Inaderentes
Em números cabalísticos
A utopia de um lugar a desvendar
É longínqua aos propósitos
E tão próxima está a loucura!
Roldan Alencar, 23 de fevereiro de 2011. Campo Grande-MS
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Leve
Leve daqui toda mancha de saudade
Traga ventos de outros cantos
Com aromas frescos e vivos
Que o vento seja forte para eu sentir
E que o Sol
Aqueça a ribanceira
Pra eu lavar
E tirar o que restou
Em mim
Do que não precisava ser lembrado
E o que foi bom permaneça
Seja nutrido
Com o sabor
Da lembrança
Que pode ser doce
Na cara
E salgado
Na coroa
Que pode ser visto
Do norte
E nem se quer notado
Ao sul
Campo Grande, 07 de junho de 2011
Para um átimo da partícula que ousou não ser negativa nem positiva e sim nula
Leve daqui toda mancha de saudade
Traga ventos de outros cantos
Com aromas frescos e vivos
Que o vento seja forte para eu sentir
E que o Sol
Aqueça a ribanceira
Pra eu lavar
E tirar o que restou
Em mim
Do que não precisava ser lembrado
E o que foi bom permaneça
Seja nutrido
Com o sabor
Da lembrança
Que pode ser doce
Na cara
E salgado
Na coroa
Que pode ser visto
Do norte
E nem se quer notado
Ao sul
Campo Grande, 07 de junho de 2011
Para um átimo da partícula que ousou não ser negativa nem positiva e sim nula
sábado, 4 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
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"Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector
Depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector
a dream, a laugh
a kiss, a cry
our rights, our wrongs...
The Temper Trap-Sweet Disposition