"Câncer é algo que não desejo para ninguém, mas desejo para todos a profundidade que você ganha ao se deparar com o limite da vida."- Gilberto Dimenstein
Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens
sábado, 11 de abril de 2020
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
O sim é o descuido do não
Não me entenda mal, mas precisamos aprender a dizer "não". É uma questão de saúde mental, de qualidade de vida. É claro que devemos estar abertos a oportunidades. Mas precisamos dizer "sim" somente quando realmente quisermos dizê-lo. É preciso existir o real desejo do assentimento ou quando ele não existir, a situação ser imperiosa a ponto de que o "sim" seja necessário, por questões que superam o seu estado físico ou psicológico daquele momento. Vivemos na era do automatizado e muitas vezes dizemos "sim" sem muita reflexão, somente para nos poupar de situações futuras, evitar desavenças ou incômodos naquele momento ou em seguida.
Mas a vida é feito da coleção de pequenos momentos e a cada "sim" que deveria ser dito "não", nossa vida vai se esvaindo, quando deveria estar fluindo.
Num mundo sombrio de egos inflados; dizer "não" para um convite, proposta ou solicitação pode soar como um desprestígio ou falta de empatia ou amizade. Mas não podemos esquecer jamais que nosso tempo é nosso maior ativo, devemos aprender a valorizar ele, pois o tempo não volta e não pode ser comprado. Podemos pensar: "não 'tô afim de fazer isso, mas se eu disser "não", ele(a) vai ficar magoado comigo". É um pensamento lógico, mas é preciso ser sopesado.
E, sinceramente, é normal que um amigo fique magoado e está tudo bem. Outro dia, pode ser ele a dizer não para você (tomará que não como forma de vingança). Veja, a vida é um misto de alegrias e dissabores, aprender a valorizar o seu tempo e a sua energia é uma questão literalmente de vida, de felicidade.
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente. (Érico Veríssimo , Olhai os Lírios do Campo. Editora Globo, 1974)
Mas Roldan, tem gente que você oferece mão, ela pede o braço. Cuidado, não estou me referindo a pessoas folgadas. Essas, quando detectadas, devem ser excluídas do "sim", caso contrário, elas irão aproveitar mesmo, sugando a energia vital de quem os ajuda.
Voltando ao assunto, talvez um cuidado a se tomar com seu amigo ou colega, seria dizer o "não" de uma forma educada: "Muito obrigado pelo convite, mas não posso ir" ou "Agradeço o convite, mas hoje não estou disposto". Não precisa mentir ou inventar uma história mirabolante. A verdade pode doer, mas liberta. Se a pessoa que recebeu o "não" te respeita e te valoriza, ela certamente irá entender, mesmo que fique chateado no momento.
Outra hipótese é delimitar o "sim" ou oferecer outra ajuda alternativa, caso você possa ou queira atender parcialmente o pedido, é claro. Exemplo: "Vamos na casa de fulano? Vamos sim, mas só posso ficar até as 22h, acordo cedo amanhã (se você sabe que seus amigos ficarão magoados se você sair mais cedo ou fizerem pressão psicológica para você ficar até tarde, então diga logo "não") ou o a seguinte situação: "Fulano, você pode me ajudar a fazer esse relatório aqui do meu trabalho? - Poxa, queria muito, mas estou sem tempo. Vou te encaminhar um ótimo modelo de referência, qualquer dúvida pode me perguntar".
São exemplos genéricos e hipotéticos, a questão é demonstrar o seu respeito, carinho ou empatia pelo próximo. Você está dizendo "não" de uma forma polida e educada, e pode, quando possível sugerir outra forma de ajuda. Lembre-se: amanhã pode ser você a ter uma solicitação negada ou parcialmente atendida, então devemos procurar sempre ser solícitos, educados e gentis.
Eu não sei qual é o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo" (Bill Cosby)
Veja, o autor da frase usa o verbo "tentar", obviamente é impossível agradar a todos ou agradar a mesma pessoa o tempo todo; e está tudo bem. Eu, por muito tempo, dificilmente dizia "não" e grande parte das vezes me coloca em situações e/ou lugares onde eu não queria estar ou lugares que me faziam mal.
Que possamos dizer "sim" para vida e principalmente para as coisas boas dela, pois às vezes, será necessário dizer "sim" para coisas não tão boas assim, mas que são necessárias ou urgentes. Isso é fato. Que o nosso "sim" seja sempre que possível um genuíno ato de vontade. Como diria Vinicius de Moraes: "a hora do sim é o descuido do não", será?
Roldan Alencar
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
#reflexão
"Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu"
Sarah Westphal
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
A beleza da incerteza e os desafios da vida
Paradoxalmente a beleza da vida está na dúvida. Que graça teria a vida se cada acontecimento fosse um passo previamente conhecido - não teria a menor emoção. Tenho a impressão que nossa sociedade moderna quer acabar com isso. É como se fôssemos marionetes. Quando nascemos temos um manual pré-fabricado de como tudo deve ser. E parece que nos é permitido apenas mudar algumas pequenas cláusulas de manual.
E isso é algo importante a se pensar. Mesmo que não entremos em discussões religiosas, gostaria de perguntar por que vivemos? Qual o nosso propósito de vida? Qual a nossa margem de escolha no mundo que vivemos. Isso é muito sério. Para começar não escolhemos a época em que nascemos, nem nosso gênero, nome, nacionalidade, etnia, família ou classe econômica.
Quais são nossas escolhas, senão aquelas oriundas da realidade pronta que recebemos ao nascer?
Em um lacônico resumo, ouso esboçar um possível modelo de vida nos seguintes termos: (excetuando o nascimento, os demais não seguem uma ordem cronológica exata): - Nascemos. Aprendemos a andra e falar. Entramos no colégio. Nos graduamos. Estudamos incessantemente por anos para conseguir um bom emprego (afinal precisamos fazer nossa vida. Pagar contas: água, energia, telefonem internet, carros, roupas, viagens, celulares e acessórios). Precisamos nos relacionar, namorar, casar. Precisamos de casa e precisamos gerar filhos, netos...plantamos uma árvore, escrevemos um livro...Um ajuste ali, aqui ou acolá, pronto cumprimos o manual mencionado lá no começo. Podemos esperar a morte em paz.
Tanto é verdade o que estou dizendo que quando alguém chega na casa dos 30 anos ou até antes se sente na obrigação de ter conquistado a almejada estabilidade financeira e vários pontos do "suposto manual" da vida, como se casar, por exemplo. A mulher se sente pressionada a ter filhos. E lá no íntimo, mesmo que digamos que não ligamos para toda essa expectativa social, sempre existe alguma frustração de algo não realizado segundo os padrões da sociedade. Um auto-senso de falha. Isso é normal.
Faz sentido? Você vive assim? Eu vivo e neste exato momento estou pensando no que posso fazer para processar toda essa informação e ressignificar tudo isso.
A questão não é ter um filho, é criá-lo da melhor forma possível. Não é sobre plantar uma árvore, mas sim regá-la todos os dias. Não é sobre escrever um livro, mas sim acreditar e praticar aquilo que foi escrito.
Nos sentimos pressionados a tomar determinado rumo, muitas vezes porque é o que a maioria faz. Seria o famoso efeito manada? Somos orientados a fazer o curso X ou Y, porque o curso Z não dá dinheiro (não importa se você gosta ou não). Somos conduzidos a sermos bem sucedidos e talvez teremos como brinde a tão sonhada felicidade. Afinal, é muito mais fácil sorrir quando se mora numa casa confortável, dirige um carrão e não possui dívidas, certo? Mas será tão simples assim?
E nessa toada, algo que me intriga ocorre quando acesso a internet e vejo milhares de coaches e pseudo terapeutas dizendo: você pode ser o que quiser. Desde de um milionário a uma celebridade da TV. Tudo é questão de meritocracia. Bem, eu realmente acredito no poder do trabalho e no poder da transformação. Mas como falar em meritocracia para pessoas desiguais. Qual a probabilidade de um filho de juiz ser médico em comparação a um filho de uma mãe solteira com mais 5 irmãos residentes em uma favela do Brasil?
Ambos terão que estudar e se dedicar caso queiram se tornar médicos, é claro. Mas qual terá as melhores condições de lograr êxito? Quem teve acesso aos melhores colégios, médicos, alimentação, moradia. E nesse raciocínio eu indago: - Seria o mundo justo? Seria a vida traiçoeira? Qual seria a culpa de Deus em tudo isso? A vitória ou derrota depende somente de nós mesmos? Isso me faz lembrar de uma reflexão de Mário Sérgio Cortella:
"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!"
Não estou defendendo o vitimismo. Estou apenas indicando as incongruências do discurso do "posso tudo desde que eu pague o preço". Esse discurso é parcialmente verdadeiro. Com certeza temos que lutar pelo que queremos e fazer nosso melhor, entretanto, é preciso antes enxergar a realidade, pare depois transformá-la. Veja, não estou dizendo que é errado seguir passos ou planejar a vida. Isso é bom. O errado é a "opressão". É o fazer por fazer. Sem vontade. Sem reflexão. Sem tesão. Geralmente fazemos nossos planos de vida baseados em ilusões ou nos passos que nossos pais seguiram ou planejaram para nós. E falando neles, é claro que eles sempre desejam o melhor é claro. Querem que tenhamos uma vida bem-sucedida. Mas o que seria uma vida "bem-sucedida" em termos da sociedade atual? Seriam nossos desejos uma construção do ego, algo feito para manter nossas aparências? Ou seriam sonhos do nosso íntimo? Coisas que realmente nos deixam realizados.
Atenção! Não quero incentivar à vida dos prazeres (hedonismo) aquela em que a vida perfeita está atrelada a fazermos somente aquilo que nos dá prazer, tampouco o niilismo (pessimismo sobre a vida). De forma alguma. A vida boa para mim é a vida com significado. Que tenha um propósito, seja ele cuidar de crianças carentes, salvar as baleias, o meio-ambiente, propalar a arte (música, pintura, literatura), esportes, criar seus filhos ou escrever um livro.
Gostaria de deixar claro que faço muitas perguntas e não pretendo responder todas (talvez eu não responda nenhuma). Meu objetivo aqui é a reflexão. Na filosofia as perguntas são mais importantes que as respostas, pois a solução de um problema nasce primeiro com as ideias.
Ok, Roldan! Estou refletindo, mas você não teria alguma ideia? Sim, como eu mencionei lá em cima, é preciso acreditar e praticar o que se escreve. Eu escrevo para refletir e reflito enquanto escrevo, num processo de retroalimentação. Comecei a escrever justamente para extravasar todo sentimento não compreendido. Confesso que o processo de significação da vida é infinito, pois ele vai se transformando. Afinal, aprendemos e ensinamos todos os dias. Aquele que deixou de aprender ou ensinar, assinou sua sentença de morte. E quando digo "aprender e ensinar", não me refiro somente ao ensino formal propriamente dito, podemos aprender e ensinar de infinitas maneiras. Mas é preciso estabelecer as bases do que será nossa "vida com propósito", ou como diria Clóvis de Barros Filho: uma vida que vale a pena ser vivida.
Precisamos delimitar o ponto de partida. No meu caso, tento apreciar todos os processos em que estou inserido. Amo aprender e ensinar. Amo a arte e suas vertentes. Amo a beleza da vida e seus detalhes. Amo me conectar com as pessoas. Estou aprendendo a ajudar o próximo de uma forma mais direta. E tento a cada dia apreciar o presente, o agora. Maximizar cada momento. Pode ser um bom filme, uma conversa, uma taça de vinho ou um apetitoso prato de comida. Cometo milhares de falhas, continuo tendo dias péssimos, choro, me estresso, me sinto só, me desconecto de pessoas que amo muito e isso realmente dói - mas faz parte do processo. Quem disse que seria fácil?
Precisamos delimitar o ponto de partida. No meu caso, tento apreciar todos os processos em que estou inserido. Amo aprender e ensinar. Amo a arte e suas vertentes. Amo a beleza da vida e seus detalhes. Amo me conectar com as pessoas. Estou aprendendo a ajudar o próximo de uma forma mais direta. E tento a cada dia apreciar o presente, o agora. Maximizar cada momento. Pode ser um bom filme, uma conversa, uma taça de vinho ou um apetitoso prato de comida. Cometo milhares de falhas, continuo tendo dias péssimos, choro, me estresso, me sinto só, me desconecto de pessoas que amo muito e isso realmente dói - mas faz parte do processo. Quem disse que seria fácil?
Precisamos realmente parar e refletir naquilo que queremos. Dizer que queremos ser felizes e que queremos ter uma vida boa, é algo tremendamente óbvio e ao mesmo tempo vago. Todo mundo quer isso. Mas o que fazermos para alcançarmos esse objetivo? Vamos primeiro refletir. Vamos questionar nossas vontades e desejos. Por que preciso de um carro novo? Será que quero isso somente por aparência? Preciso realmente me casar ou vou me casar para não ficar só? Será que eu desejo filhos ou tenho medo de ficar velho e desamparado? Será que desejo estudar Direito ou farei somente para agradar meus pais? Preciso mudar de emprego ou vou viver reclamando do atual? Preciso entrar ou sair de um relacionamento? Sinceramente eu não sei. Mas digo que nunca é tarde para mudar. Não importa se é o emprego ou casamento. É possível começar a transformação neste exato momento. Isso dá muito trabalho. Toda transformação gera dor. Ser feliz dá muito trabalho, como diria Leandro Karnal.
Precisamos nos debruçar sobre todas as decisões que tomamos e que nos fizeram chegar até aqui. Olhar para o passado não com tristeza por pensar que tudo poderia ser diferente, mas com olhar de gratidão e saber que a partir de hoje tudo pode ser melhor.
A vida é muito curta par ser pequena.
Mário Sérgio Cortella
Que as dúvidas e incertezas da vida sejam encaradas com beleza e que tenhamos a destreza para enfrentar os desafios e apreciar os detalhes. Que possamos colecionar o máximo de momentos incríveis e que possamos dizer, valeu a pena ter vivido.
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.Érico Veríssimo , Olhai os Lírios do Campo. Editora Globo, 1974.
Roldan Alencar
Ouro de tolo
Raul Seixas
Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
Sou o dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar um Corcel 73
Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na cidade maravilhosa
Ah eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso, abestalhado
Que eu estou decepcionado
Por que foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar
E eu não posso ficar aí parado
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família no jardim zoológico dar pipocas aos macacos
Ah, mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco
É você olhar no espelho
E se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
E que só usa 10% de sua cabeça animal
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para nosso belo quadro social
Eu é que não me sento no trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas
Embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador
ah eu é que não me sento no trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas
Embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador
Raul Seixas
Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
Sou o dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar um Corcel 73
Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na cidade maravilhosa
Ah eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso, abestalhado
Que eu estou decepcionado
Por que foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar
E eu não posso ficar aí parado
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família no jardim zoológico dar pipocas aos macacos
Ah, mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco
É você olhar no espelho
E se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
E que só usa 10% de sua cabeça animal
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para nosso belo quadro social
Eu é que não me sento no trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas
Embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador
ah eu é que não me sento no trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas
Embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
Frase e reflexão
“Os tolos dizem que aprendem com os seus próprios erros; eu prefiro aprender com os erros dos outros.”
Otto von Bismark
Como diria Mário Sérgio Cortella, será? O que você pensa sobre essa frase?
terça-feira, 29 de outubro de 2019
#RubemAlves
“Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas, porque a gente não esquece. O que a memória ama, fica eterno.” – Rubem Alves
#reflexão
“Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.” – Érico Veríssimo
Marcadores:
alegria,
caos controlado. roldan alencar,
érico veríssimo,
felicidade,
literatura,
objetivo,
pensamento,
poesia,
propósito,
reflexão,
sonhos,
vida
#RubemAlves
“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”, diria o escritor, ou, ainda: “Todo jardim começa com um sonho de amor. Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer lago seja construído, é preciso que as árvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora nem passeia por eles…”
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
#reflexão
Life is about the people you meet
and the things you create with them,
so go out and start creating
Life is short
Live your dream,
and wear your passion.
A vida é sobre as pessoas que você encontra
e as coisas que você cria com elas
então saia e comece a criar
A vida é curta
Viva seu sonho,
e vista sua paixão.
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Definitivo | Martha Medeiros
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...
Martha Medeiros
Queremos ser Grandes | Reflexão
QUEREMOS SER GRANDES
Antes de desenvolver o texto, quero me valer da polissemia das palavras. Em relação ao título, quero me referir a criança querendo ser grande, adulta. Também quando queremos ser grandes no sentido de sermos maiores que os demais, no sentido denotativo, material da palavra. Seja em tamanho físico, seja em ser “melhor qualificado” em alguma habilidade ou condição - ser mais inteligente, mais bonito, mais rico, mais respeitado, mais amado etc, e por último, ser grande no sentido de se expandir, querer ser mais do que se é (no sentido abstrato, conotativo).
Quando criança eu não via a hora de ser grande. Imaginava que ser grande me traria muitos benefícios, afinal eu era subjugado pelos adultos, eu obedecia ordens: - faça isso, não faça aquilo, vá para cama, e avisos como: - você vai apanhar se fizer isso. É claro, eu me divertia, brincava, me sujava, era uma criança feliz, mas o sonho de ser adulto me inquietava. Alguns anos passaram e me tornei adolescente, fase repleta de descobertas e contradições. Nessa fase, os pais que outrora achavam que crianças pequenas davam trabalho, se sentem saudosos ao relembrar os primeiros anos de vida, principalmente quando desafiados pelo furor e insatisfação de um adolescente em crise. A verdade é que muitos se rebelam, querem sair de casa, querem independência, querem dirigir, eles querem ser grandes, tornarem-se adultos.
Finalmente quando chega a fase adulta, os compromissos e as responsabilidades aumentam e o "recém-adulto" começa a se lembrar com carinho e saudosismo da infância e resmunga: Eu era feliz e não sabia. Imagino que até mesmo antes da fase adulta, lá no ensino médio, à espreita do temido vestibular, alguns adolescentes já querem voltar a ser criança.
No mundo adulto a competição ganha novos ares. Já não é brincadeira. Quando criança eu nunca queria perder, queria ser melhor que as outras crianças e isso é natural. A criança que perde se sente inferiorizada e segregada do grupo, com adultos a dinâmica não é muito diferente, mas agora o corpo já é grande. Não tem como fugir. É preciso encarar a realidade, mas homem, ser simbólico que é, mesmo não crescendo mais, pelo menos não verticalmente, sempre busca formas de ser maior. Assim, mulheres usam saltos, homem tentam ter músculos mais chamativos. O desejo de crescer não para.
Noutro giro, pode-se dizer que a alma do homem é um vazio eterno que procura ser preenchido. E quando de certa forma é preenchido misteriosamente se esvazia de novo, surgindo uma crescente vontade de ser cheio mais uma vez. Assim queremos mais bens, queremos mais vitórias, queremos mais amores, queremos ser mais respeitados, queremos ser amados, queremos mais poder, queremos mais objetos, queremos sempre mais. Queremos ser maior do que somos.
E neste ponto está a grande beleza da vida. Não em querer ser maior para diminuir os outros, mas ser maior para ser junto com os outros, somar. Aliás, o corpo não cresce mais, na verdade, após certa idade o corpo começa a deteriorar-se e muitas pessoas acham que a alma envelhece também. Mas a alma é infinita. Ela é elástica. O vazio que sentimos, não é porque a alma se esvaziou ou cresceu o que tinha que crescer, mas sim porque ela não para de evoluir nunca, ela sempre cria novos espaços.
O desejo de ser mais torna a vida mais gostosa de viver. Reviver momentos e querer mais daquilo que nos fez bem é uma exigência da alma. Descobrir novas fontes sem deixar de apreciar o Sol que se poe todos os dias. Veja, o corpo pede comida e ele pede comida na quantidade exata. Mas nós inventamos sabores, pratos, franquias e comemos além, não é à toa que o mundo nunca teve tantos obesos. O corpo pede sono, nem pouco nem muito. Mas nós sempre damos um jeito deixá-lo aquém ou além, quando dormimos de madrugada e acordamos cedo ou quando dormimos de madrugada e acordamos na noite seguinte.
Assim, o que devemos procurar é a razoabilidade, o equilíbrio. Ouvir o que a voz interna pede. É impossível negar a influência dos acontecimentos em nossas vidas. Afinal, não escolhemos muitas coisas. Quando e onde nascemos, não pedimos para ser ricas ou pobres, brancos ou pardos, inteligentes, asiáticos ou africanos. Não sabemos os dilemas do amanhã. Não sabemos nada. Talvez isso explique um pouco o desejo da criança ser adulto. Para que se possa fingir o controle sobre a vida, pois é exatamente isso que nós adultos fazemos. E quando perdemos ou desafiamos essa ilusão, o resultado muitas vezes é trágico: tristeza, descontentamento, depressão. Parece nos falta um destino, pois já dizia Lewis Carroll para quem não sabe onde ir, tanto faz ir ou ficar.
Para as crianças os adultos controlam o mundo de forma absoluta, quando na verdade, sabemos que somos quase sempre controlados por forças maiores ou desconhecidas. Eu disse quase. Porque nesse quase, cabe infinitas maneiras de viver. E nesse quase podemos fazer tanta coisa que não precisaremos ter a ilusão de controlar nossas vidas, nos bastará a certeza de que estamos fazendo e entregando o nosso melhor - para que a vida seja feliz e bela seja onde e como for, como assevera o ensinamento budista: a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.
Roldan Alencar
Marcadores:
budismo,
caos controlado,
crescimento,
evolução,
expansão,
MANUAL DO UKULELE,
qualidade de vida,
queremos ser grandes,
reflexão,
roldan alencar,
texto autoral,
vida
terça-feira, 2 de julho de 2019
#citação
"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
segunda-feira, 27 de maio de 2019
This is you life.
This is you life. Do what you love, and do it often.
If you don’t like something, change it.
If you don’t like your job, quit.
If you don’t have enough time, stop watching TV.
If you are looking for the love of your life, stop;
they will be waiting for you when you start doing things you love.
Stop over analyzing, life is simple.
All emotions are beautiful.
When you eat, appreciate every last bite.
Open your mind, arms, and heart
to new things and people, we are united in our differences.
Ask the next person you see what their passion is,
and share your inspiring dream with them.
Travel often; getting lost will help you find yourself.
Some opportunities only come once; seize them.
Life is about the people you meet and the things you create with them,
so go out and start creating.
Life is short.
Live your dream,
and wear your passion.
If you don’t like something, change it.
If you don’t like your job, quit.
If you don’t have enough time, stop watching TV.
If you are looking for the love of your life, stop;
they will be waiting for you when you start doing things you love.
Stop over analyzing, life is simple.
All emotions are beautiful.
When you eat, appreciate every last bite.
Open your mind, arms, and heart
to new things and people, we are united in our differences.
Ask the next person you see what their passion is,
and share your inspiring dream with them.
Travel often; getting lost will help you find yourself.
Some opportunities only come once; seize them.
Life is about the people you meet and the things you create with them,
so go out and start creating.
Life is short.
Live your dream,
and wear your passion.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
A vida é muito curta pra não ser feliz.....
A vida é um sopro
Uma coleção de pequenos momentos
Cada um deles com sua devida importância
Alguns felizes, outros tristes
Mas nenhum deles mais importante do que o outro
A felicidade é mais feliz pelo viés do contraste
Quem come depois da fome
Come mais feliz
Quem perdeu um ente querido
Celebra com mais vigor a presença
daqueles que ficaram
Aquele que perdeu seu amor
Ama dobrado ao reencontrá-lo
Da mesma forma que a felicidade
é momentânea
A dor também é
E uma hora vai passar
A felicidade consiste em valorizar todos os momentos
com gratidão e sabedoria
Ela não é um ponto de chegada, mas sim o próprio caminho
Que possamos
Celebrar os pequenos grandes momentos
Sejam eles tristes ou alegres
Porque cada um deles
nos ensina
A viver melhor
Roldan Alencar
Uma coleção de pequenos momentos
Cada um deles com sua devida importância
Alguns felizes, outros tristes
Mas nenhum deles mais importante do que o outro
A felicidade é mais feliz pelo viés do contraste
Quem come depois da fome
Come mais feliz
Quem perdeu um ente querido
Celebra com mais vigor a presença
daqueles que ficaram
Aquele que perdeu seu amor
Ama dobrado ao reencontrá-lo
Da mesma forma que a felicidade
é momentânea
A dor também é
E uma hora vai passar
A felicidade consiste em valorizar todos os momentos
com gratidão e sabedoria
Ela não é um ponto de chegada, mas sim o próprio caminho
Que possamos
Celebrar os pequenos grandes momentos
Sejam eles tristes ou alegres
Porque cada um deles
nos ensina
A viver melhor
Roldan Alencar
segunda-feira, 20 de maio de 2019
terça-feira, 19 de março de 2019
Calma
Calma
Sem obsessão
Um passo de cada vez
com tranquilidade
Paz de Espírito
O agricultor planta e rega a semente
Ele acompanha seu desenvolvimento
Mas não espera ela
brotar o tempo todo
Roldan Alencar
Sem obsessão
Um passo de cada vez
com tranquilidade
Paz de Espírito
O agricultor planta e rega a semente
Ele acompanha seu desenvolvimento
Mas não espera ela
brotar o tempo todo
Roldan Alencar
Marcadores:
budismo,
calma,
caos controlado,
colheita,
filosofia,
objetivos,
planos,
POESIA AUTORAL,
reflexão,
resultado,
roldan alencar,
satsanga,
sonhos,
tempo
Satsanga
Satsanga
Vamos buscar a Verdade
Assim mesmo com letra
maiúscula
Não se trata do antônimo
de mentira
E sim da nossa essência escondida
Aquela da qual
Nunca deveríamos ter nos afastado
Roldan Alencar
Satsanga: Significa encontro com a Verdade. Sâncristo.
Vamos buscar a Verdade
Assim mesmo com letra
maiúscula
Não se trata do antônimo
de mentira
E sim da nossa essência escondida
Aquela da qual
Nunca deveríamos ter nos afastado
Roldan Alencar
Satsanga: Significa encontro com a Verdade. Sâncristo.
Assinar:
Postagens (Atom)
"Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector
Depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector